Como abrir um banho e tosa: o que precisa, veterinário e custos
Atualizado em 28 de outubro de 2026
Abrir um banho e tosa envolve formalizar o negócio, adequar o espaço e organizar a operação. Estas são as respostas para as dúvidas mais buscadas por quem está começando.
É necessário ter um veterinário para oferecer banho e tosa?
Para um estabelecimento que faz só banho, tosa e estética, a Justiça tem entendido que não é obrigatório contratar médico-veterinário nem registrar a empresa no CRMV, porque essas atividades não são exclusivas da medicina veterinária. Há decisões nesse sentido do TRF4 e do TRF3, apoiadas nos Temas 616 e 617 do STJ.
O conselho de medicina veterinária tem normas próprias sobre estabelecimentos de estética animal, e as exigências podem variar por estado. Confirme a situação do seu caso com o CRMV da sua região e com um contador antes de abrir.
Se a loja for oferecer consulta, vacina, aplicação de medicamento ou qualquer procedimento clínico, aí sim é atividade de veterinário.
Um pet shop é obrigado a ter veterinário ou RT?
Pelo entendimento atual dos tribunais, um pet shop que vende produtos, ração e oferece banho e tosa não precisa de responsável técnico veterinário. A exigência aparece quando há atendimento clínico, farmácia de manipulação ou outras atividades privativas do veterinário.
Regras municipais de vigilância sanitária também se aplicam ao espaço, independentemente do RT.
O que precisa ter para abrir um banho e tosa?
Na parte legal: CNPJ com o CNAE 9609-2/08 (higiene e embelezamento de animais domésticos), alvará de funcionamento da prefeitura e as licenças sanitárias exigidas pelo seu município. Cada prefeitura tem as próprias regras para o espaço e o descarte de efluentes.
Na estrutura: área de banho com água quente, banheira ou tanque, soprador e secador, mesa de tosa, máquinas e lâminas, tesouras, produtos (xampu, condicionador, perfume) e baias para os pets esperarem com segurança.
Na gestão: agenda organizada, cadastro de pets e tutores, controle do que entrou no caixa e dos custos com insumos. É aí que um sistema de gestão faz diferença desde o primeiro dia.
Banhista e tosador podem ser MEI?
Podem. Banhista de animais domésticos e tosador de animais domésticos estão entre as ocupações permitidas ao MEI, dentro do CNAE 9609-2/08, desde que o faturamento respeite o limite anual do MEI.
O MEI não cobre consultas, vacinas nem aplicação de medicamentos. Confirme a ocupação no Portal do Empreendedor antes de abrir o CNPJ.
Quanto custa para abrir um banho e tosa pequeno?
Depende muito da cidade, do imóvel e de quanto equipamento você já tem. Os principais custos de abertura são: adequação do espaço (hidráulica, elétrica, piso e revestimento lavável), equipamentos de banho, secagem e tosa, estoque inicial de produtos, formalização e licenças.
Faça a conta também do capital de giro: aluguel, salários, energia, água e insumos dos primeiros meses, até a agenda encher. Quem começa atendendo em casa ou em um espaço compartilhado reduz bastante esse investimento inicial.
Banho e tosa é um bom negócio?
Tende a ser um negócio recorrente: o mesmo pet volta a cada poucas semanas, o que dá previsibilidade de receita. Planos mensais de banho reforçam essa recorrência.
Os pontos de atenção são a dependência de mão de obra qualificada, o custo dos insumos e o tempo de cada atendimento. Quem controla agenda, custos por serviço e retorno dos clientes consegue saber de verdade quanto sobra no fim do mês.
Precisa de curso para trabalhar com banho e tosa?
Não há exigência legal de diploma para trabalhar como banhista ou tosador, mas a formação faz diferença na segurança do pet e na qualidade do serviço.
Há cursos livres presenciais e online, inclusive no Senac, que em algumas unidades oferece vagas gratuitas por programas de bolsa. Confira a disponibilidade na unidade da sua cidade.
Fontes
- TRF4: banho e tosa não exige contratação de veterinário
- CNAE 9609-2/08 e as ocupações do MEI
- Sebrae: boletim sobre pet shops
Conteúdo informativo. Regras legais, tributárias e de saúde mudam e dependem do caso: confirme com o profissional responsável (veterinário, contador ou órgão competente).